Mostrando postagens com marcador Artistas Nacional. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Artistas Nacional. Mostrar todas as postagens

22.5.18

Exposição 20 Anos da Turma do Xaxado



Exposição comemora 20 anos da Turma do Xaxado
Em cartaz de 27 de maio a 30 de junho, na Galeria Pierre Verger, evento vai contar também com ilustrações, pinturas e quadrinhos de outros artistas plásticos baianos em homenagem a Antonio Cedraz

De traço inconfundível, o artista plástico baiano Antonio Cedraz é referência - e também inspiração – para diversos profissionais no Estado, seja quem faz quadrinhos, ilustrações ou pinturas. Para render homenagem ao mestre e celebrar um dos trabalhos mais conhecidos de Cedraz, a Exposição “20 anos da Turma do Xaxado” é atração, de 27 de maio a 30 de junho, na Galeria Pierre Verger, localizada no Complexo Cultural dos Barris (subsolo da Biblioteca Pública).
Com curadoria dos artistas Fabrício Campos, Hector Salas e Valmar Oliveira, a mostra, além de reunir as obras de Cedraz, traz releituras dos seus personagens a cargo dos três curadores e de outros participantes como Sidney Falcão, André Betonnasi, Rogério Rios, Rodrigo Vinicius e Wilson Jr.

Trajetória
Cedraz faleceu em 11 de setembro de 2014. Foi homenageado, em 2015 na FIQ – Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte. Ao longo de sua trajetória, foi generoso em suas criações. Merecem destaque “A Turma do Joinha”, “A Turma do Pipoca”, “Os Guris” e, é claro,  “A Turma do Xaxado, seu último e mais conhecido trabalho, que lhe garantiu projeção nacional e a vitória várias vezes no HQ Mix, importante prêmio brasileiro das Histórias em Quadrinhos.
Seus trabalhos foram publicados em jornais de todo o Brasil e por algumas editoras. Suas tirinhas são utilizadas em diversos livros didáticos.
Como complemento à exposição, o evento prevê ainda a realização de uma feira de quadrinhos, palestras, e projeções de curtas da Turma do Xaxado e um documentário sobre autores nacionais, utilizando os espaços de exibição audiovisual do Complexo – as Salas Alexandre Robatto e Walter da Silveira - no dia 9 de junho.

Contatos: valolliver@yahoo.com.br / 991151345

Serviço:
Exposição 20 Anos da Turma do Xaxado.
Abertura: 26 de maio, 15:00.
Local: Galeria Pierre Verger (Rua General Labatut, n 27 subsolo da Biblioteca Pública dos Barris - Fone: 3116-8120).

Visitação: de 27 de maio a 30 de junho, das 9h às 18h, segunda a sexta. Entrada franca.
Realização: Pig Arts.
Apoio: Heko Digital e Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), através da sua Diretoria de Audiovisual (DIMAS).

4.5.16

Turma do Xaxado e Miudins - Sidney Falcão

Hoje Antonio Cedraz, se vivo, completaria 71 anos. As duas tiras abaixo foram especialmente produzidas para uma homenagem a Cedraz, em 2009, juntamente com outros cartunistas que participaram. Nas duas tiras, Turma do Xaxado e Miudins, personagens de Sidney Falcão, juntos, com destaque para a primeira tirinha, onde duas figuras exatamente com a mesma personalidade, estão prestes a iniciar uma hecatombe com proporções inimagináveis.

29.4.16

Festa de Aniversário da RV Cultura e Arte



No dia 23/04, um sábado, a RV Cultura e Arte comemorou mais um ano de existência, como um pólo cultural e ponto de encontro para os amantes da 9ª Arte. 
Como parte da festa, a loja contou com a presença do quadrinista Rafael Albuquerque, ilustrador brasileiro bastante conhecido nos EUA pela sua parceria com o roteista Scott Snyder na série Vampiro Americano, além de Batman, e outros trabalhos para a DC Comics. 
Além de bolinhos para os presentes, rolou também sorteios mediante estouro de bexigas, e uma sessão de autógrafos com Rafael Albuquerque, principalmente, muitos quadrinhos.














15.12.15

Lançamento da HQ 'Em Terras Americanas' acontece em Salvador




A obra é mais uma publicação da Editora Cedraz, responsável pelas publicações da Turma do Xaxado.

Em nenhuma parte do mundo existiram super-heróis como aqueles que Daniel conheceu em sua adolescência. Os episódios acontecem nas praias e ruas de uma cidade qualquer da América, que pode ser qualquer lugar, inclusive a cidade de Salvador. Foi neste lugar que Daniel conviveu e ficou amigo de heróis que, além de serem especializados em um único tipo de crime, tinham nomes estranhos como Musgo-Tem-Veneno, Luz-Azul-Flamejante e Maré-Que-Enche. 

A história de Daniel, e de como ele acompanhou o final da Era dos Super-Heróis, é o tema da coleção de histórias em quadrinhos “Em Terras Americanas”, que será lançada no próximo dia 19 de Dezembro, na RV Cultura e Arte, em Salvador. 

Daniel é, ao mesmo tempo, narrador e personagem central dos três volumes da coleção, e aos poucos, vai nos revelando suas memórias, contando como as mudanças na sociedade fizeram os Super-Heróis deixarem de ser admirados. Com uma linguagem bem acessível, as HQs mostram um traço moderno e atual para um tema universal, aproximando a história da realidade. 



Escrita por Tom S. Figueiredo, com desenhos e arte-final de Paulo Setúbal, e cores de Vitor Sousa, a obra é mais uma publicação da Editora Cedraz, responsável pelas publicações da Turma do Xaxado. Após o lançamento, a coleção “Em Terras Americanas” será disponibilizada para o mercado nacional através de uma parceria com a ONG Centro Comunitário Batista Soteropolitano. 

É a ONG que vai ficar responsável pela distribuição dos exemplares para todo o Brasil, atendendo os pedidos que chegarem e, assim, poderá arrecadar fundos para suas atividades sociais. 

Para os interessados, é possível receber a coleção em casa, fazendo uma doação a partir de R$18,00 (dezoito reais) para o Centro Comunitário Batista Soteropolitano. Esse valor já inclui os custos de envio, que será feito pela ONG. No entanto, antes é necessário solicitar uma reserva da coleção pelo e-mail: editora@estudiocedraz.com.br.

10º Encontro Anual de Cartunistas




Neste ano de 2015, o 10º Encontro Anual dos Cartunistas acontece no Restaurante Martinez, de 12/12/2015 a 31/03/2016, no Rio de Janeiro, e que neste ano, homenageia Ziraldo. 


Representando a Bahia, ao lado de cartunistas do quilate de Liberati, Samuca, Amorim, Guidacci, Fernandes, J.Bosco entre outros, estará o baiano Sidney Falcão, cujo trabalho você confere abaixo.



28.10.15

Turma do Xaxado estreia na TVE

Estreia no dia 31 de outubro, às 15h na TV Educativa da Bahia, A Turma do Xaxado, série de animação, a primeira do gênero realizada no estado. A produção, que tem 26 episódios de um minuto cada, é da Liberato Produções com a TVE Bahia. Cláudio Guido assina a direção. Tom Figueiredo, parceiro de criação de Cedraz, fez o roteiro e a direção de arte é de Aires Machado 


O criador da Turma do Xaxado foi um desbravador de sonhos. Nascido numa pequena cidade do interior baiano ele lutou muito para provar que os sonhos são possíveis quando se dedica a eles. Com um mercado atolado em super ele veio mostrar a nossa realidade, nosso costume, o rosto do nosso povo e a identificação com o público leitor foi imediata.


Ele lutou para mostrar seu trabalho na mídia, mas sua trajetória é de luz. Através de suas tirinhas publicadas em jornais e revistas, além do seu site (www.estudiocedraz.com.br) ele começou a ganhar prêmios e menções honrosas em concursos e exposições no Brasil e exterior. E a simplicidade do homem rural continuou em sua vida, sempre acreditando nos seus sonhos.


Antônio Luis Ramos Cedraz, mais conhecido por Cedraz é o nosso quadrinista mais conhecido da Bahia, é o nosso porto seguro, nossa identidade deste mundo globalizado. 

Com ele nunca vamos perder nossas raízes, pois ele fala a língua de sua gente simples e humilde. Fazer quadrinhos no Brasil (e ainda mais na Bahia sem tradição de editoras) é possível? Esse rapaz prova que sim, basta acreditar nos sonhos e caminhar com altivez, com seriedade, se aprofundando e se inteirando de todos os recursos que essa arte pode lhe proporcionar.


COMEÇO - “Tudo começou em 1998, quando Sérgio Mattos editor do caderno Municípios, do jornal A Tarde pediu-me para fazer algumas histórias com um personagem interiorano. Levei algumas tiras de Xaxado, imediatamente aceitas e publicadas duas vezes por semana. Logo depois, o personagem migrou para a seção de quadrinhos do jornal e passou a ser publicado diariamente. Depois, vieram cartões telefônicos, revistas em quadrinhos, revistas de atividades, exposições, seis troféus HQ Mix e mais de duas dezenas de livros publicados”, contou Cedraz.


“A Turma do Xaxado mergulha sobre as lendas e sobre a dura realidade do sertão, sem descuidar da crítica social, e produz um resultado tão eclético que às vezes é difícil precisar a que faixa etária se destinam as histórias. 

Xaxado agrada igualmente a criança e o adulto. Diverte, ensina e chama à reflexão. Num mercado editorial saturado de criaturas super-qualquer-coisa, que só falam inglês, é um colírio encontrar uma publicação que fale de nossas raízes e dá voz aos que passam por inaceitáveis desamparo em pleno século XXI”, informa Cláudio Oliveira, mestre em Letras que defendeu dissertação sobre A Turma do Xaxado.



ORIGEM – Xaxado é uma dança de guerra e entretenimento criada pelos cangaceiros de Lampião no inicio dos anos 20, no agreste pernambucano. Ainda na época do cangaço tornou-se popular em todos os bandos de cangaceiros espalhados pelos sertões nordestinos. Era uma dança exclusivamente masculina, por isso nunca foi considerada uma dança de salão, mesmo porque naquela época ainda não havia mulheres no cangaço. Originalmente a estrutura básica do xaxado é da seguinte forma: avança o pé direito em três e quatro movimentos laterais e puxa o pé esquerdo, num rápido e deslizado sapateado. Os passos estão relacionados com gestos de guerra, são graciosos, porém firmes. a presença feminina aparece depois da inclusão de Maria Bonita ao bando de Lampião.



A origem da palavra é uma onomatopeia do barulho xa-xa-xa feito pelos dançarinos quando arrastam as alpercatas no chão. Xaxado retrata a vida rural do nordeste mostrando o dia a dia do sertanejo sob os mais diversos aspectos: o dia a dia, a relação com a terra, as lendas e mitos, a seca e muito mais.  A simplicidade e originalidade do autor em muito se assemelha aos seus personagens, seja ele Xaxado (o líder da turma, neto de cangaceiro), Zé Pequeno (o preguiçoso), Marieta (sabe-tudo da turminha), Arturzinho (filho de fazendeiro abastado), Seu Enoque e Dona Fulô (pais de Xaxado), entre outros. Eles dão vida, humor e significado também a cultura baiana.

5.5.15

CEDRAZ - 70 ANOS


Nosso amigo Antônio Cedraz faria no dia 04 de maio de 2015, caso estivesse vivo, 70 anos. Nossa modesta homenagem a esse grande mestre dos quadrinhos baianos.

A ilustração acima é de Sidney Falcão.



11.9.14

R.I.P. Antônio Cedraz, autor da Turma do Xaxado

O site PigArts se despede de um dos grandes mestres do quadrinho nacional, e um grande amigo, incentivador, uma alma generosa, gentil...
Vá em paz, mestre! 

Você nunca será esquecido!!

 
O cartunista Antônio Luiz Ramos Cedraz, ou simplesmente Antônio Cedraz, criador da Turma do Xaxado, faleceu hoje, às 6h30min, aos 69 anos, após um longo combate contra um câncer de intestino. Ele foi internado no último dia 3 de setembro, em estado grave, e não resistiu.


Cedraz nasceu na cidade de Miguel Calmon, na Bahia, em 4 de maio de 1945. Seus primeiros contatos com os quadrinhos foram na cidade de Jacobina, onde cresceu e se formou professor. Fã de personagens como Tarzan, Superman, Capitão Marvel, Fantasma e os da Disney e da Turma da Mônica, tinha como referência desenhistas brasileiros da década de 1960, como Ygaiara, Isomar, Mauricio de Sousa, Ziraldo, Nico Rosso, Sérgio Lima, Gedeone, Orlando Pizzi, Edmundo Rodrigues, Jayme Cortez, Flavio Colin e Julio Shimamoto.

Teve diversos trabalhos publicados em jornais baianos, e ganhou prêmios em concursos e exposições no Brasil e no exterior, entre eles 2º Encontro Nacional de Histórias em Quadrinhos, realizado em Araxá (MG), em 1989; seis troféus HQ Mix, além do Prêmio Ângelo Agostini de Mestre do Quadrinho Nacional.




Sua grande criação foi a Turma do Xaxado. Inicialmente, esses personagens faziam parte da Turma da Pipoca. Em 1998, o editor do caderno Municípios do Jornal A Tarde, de Salvador, pediu para Antônio Cedraz algumas tiras. Imediatamente, o criador lembrou de Xaxado e seus amigos, pois eles tinham tudo a ver com o assunto desejado. Inicialmente sendo publicado duas vezes por semana, as histórias logo passaram a sair todos os dias, graças à boa resposta dos leitores, desta vez no Caderno 2 do periódico.

Xaxado é um garoto do interior da Bahia, neto de um cangaceiro. Suas aventuras retratam a vida das pessoas da região, com suas crenças e lendas. Ainda fazem parte da turma os seus pais, Seu Enoque e Dona Fulô, além dos amigos Zé Pequeno (o preguiçoso), Marieta (que fica ensinando a todos como falar corretamente), Arturzinho, o Padre e até o Saci. Isso sem falar em seus animais de estimação, como o jumento Veneta, o porco Linguicinha, a galinha Odete e o cachorro Rompe-Ferro.

Cedraz, por Hector Salas


Em conversa com o site Universo HQ, em 2001, Cedraz admitiu as semelhanças entre ele e sua criação. “Na verdade, o Xaxado resgata a minha infância no interior. Periodicamente, vou até lá visitar meus parentes e amigos. Mas para criar a turma viajei com outro propósito. Passei vários dias olhando tudo de outro modo, pesquisando a fala e os modos do povo. Fui às feiras livres, fotografei cenários e indivíduos, li revistas e material sobre o campo e, de posse de um bom material, passei a compor os tipos, Zé Pequeno, Marieta, o Padre, Arturzinho…”, disse.


Cedraz, por Rezende



  
Cedraz, por Sidney Falcão


Os personagens ganharam tiras, livros, jornais e revistas, por editoras como Escala e HQM. Por várias vezes, foram usados pelo Governo da Bahia em campanhas junto ao público infantil, como de reciclagem, combate a dengue e material paradidático em escolas. Em 2003, ganhou apoio da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação e a Cultura).


No início deste ano, Antônio Cedraz foi homenageado com uma exposição em Salvador. Em 2015, ele será o autor homenageado no FIQ – Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte.


O velório será as 14:00, na capela "D", do Cemitério Jardim da Saudade, e o sepultamento as 16:30, nesta quinta feira.

10.2.14

Entrevista com Antônio Cedraz

“Os quadrinhos sempre foram grandes incentivadores de leitura”

Antônio Cedraz fala sobre a Turma do Xaxado, o início da carreira e as dificuldades enfrentadas na profissão de quadrinista

por Thuanne Silva (Impressão Digital)

Antônio Cedraz é o autor da Turma do Xaxado, um quadrinho tipicamente nordestino. Inspirado por sua infância no interior da Bahia, na cidade de Miguel Camon, criou a famosa turminha. O artista já teve seus trabalhos publicados nos principais jornais da capital baiana e revistas lançadas em todo país. Ele também conquistou  diversos prêmios, como no 2º Encontro Nacional de Histórias em Quadrinhos, realizado em Minas Gerais, em 1989; quatro troféus HQ MIX (1999, 2001, 2002 e 2003), além do Prêmio Ângelo Agostini de Mestre do Quadrinho Nacional, dentre outros.

Impressão Digital 126 - Como começou sua carreira de quadrinista? Conta um pouco sobre sua trajetória e da sua relação com as histórias em quadrinhos.

Antônio Cedraz – Quando eu descobri o desenho, eu tinha cerca de 16 anos. Eu fui comprar material escolar em uma papelaria e encontrei o rapaz desenhando. Ao chegar em casa, peguei papel e lápis e tentei desenhar. Gostei da experiência e daí em diante não consegui mais parar. Eu já gostava de quadrinhos e daí para a criação de minhas histórias foi só um pulo. Naquele tempo só chegava até a cidade revistas publicadas pela EBAL e depois as revistas de Luluzinha. Mais tarde, eu conheci o trabalho do Maurício de Souza e me identifiquei muito com o traço dele. Minhas maiores influências foram as revistas da Luluzinha (Marge) e os desenhos do Maurício [de Souza] que chegavam através dos cadernos infantis, enrolados a mercadorias e vendidas na feira livre. Depois vim morar em Salvador para estudar e ver meus trabalhos publicados nos jornais.

ID 126 – Em que você se inspirou para criar a Turma do Xaxado?

AC – A Turma do Xaxado nasceu de um pedido do jornalista Sérgio Mattos para criar um personagem para o caderno Municípios do jornal A Tarde. Publiquei uma tira com o Xaxado e, devido o sucesso, fui criando o restante da turma. Depois ele migrou para o Caderno 2 e passou a sair diariamente o que levou a ter uma maior visibilidade. Em seguida vieram os livros, cartões telefônicos etc. O Xaxado se parece um pouco comigo, quando criança no interior.

ID 126 - Quais são os principais desafios em trabalhar com quadrinhos? Qual sua opinião sobre o mercado brasileiro e, especificamente, o mercado baiano?

AC – O grande desafio é sobreviver com isso. Poucos são os que conseguem. Nós temos o hábito de valorizar mais a cultura estrangeira e isso repercute também nos quadrinhos. Então, tudo que é estrangeiro e publicado no Brasil é mais valorizado que o similar nacional. Outro fator é que não temos editoras que queiram investir em quadrinhos brasileiros. Até os jornais, preferem publicar os quadrinhos estrangeiros. Na Bahia, não existe mercado e nem incentivo. Temos grupos surgindo mais de forma independente e passando por dificuldades.

ID 126 – No Brasil, há uma forte ligação dos quadrinistas, cartunistas e chargistas com a imprensa. Qual sua relação com os jornais, no sentido de publicação de tirinhas?

AC – Não conseguimos penetrar em muitos jornais. Já promovi até uma campanha através do meu distribuidor, mas as vendas foram mínimas. É difícil, principalmente, com uma tirinha nordestina. Parece até que há preconceito. No entanto, o meu trabalho tem tido uma boa repercussão por ser um quadrinho bem brasileiro e que procura estar atualizado.

ID 126 – Quais as principais diferenças de se criar uma narrativa em quadrinhos com relação aos outros tipos de narrativa?

AC – Enquanto o escritor narrador tem que fazer a descrição das cenas, os quadrinhos tem que mostrar essa cena desenhada. Geralmente, quando eu escrevo uma história, eu já vou pensando em como serão os quadrinhos. Vou escrevendo e imaginando.

ID 126 – É possível viver de quadrinhos atualmente? Qual dica você daria para quem está começando?

AC – Alguns caras conseguem, principalmente os que desenham para o mercado estrangeiro. O conselho é que façam por amor, mas escolham outro tipo de emprego para lhe sustentar até que apareça uma oportunidade. Outro conselho é nunca desistir do sonho e estudar e ler bastante.

ID 126 – Os quadrinhos deixaram de serem vistos como coisa exclusivamente para criança e estão presentes também em estudos acadêmicos de diversas áreas. Qual sua opinião sobre esse interesse da academia pelas HQs?

AC – Os quadrinhos sempre foram grandes incentivadores de leitura e houve tempo em que foram censurados e tidos como non grato pelas escolas. Mas, descobriu-se o contrário, pois quem lê quadrinhos logo passa a ler outras publicações. Hoje, ele é estudado por universidades do mundo todo. A Turma do Xaxado mesmo já foi tema de diversas dissertações, inclusive no exterior, na Itália.

ID 126 – Novidades relacionadas a Turma do Xaxado?

AC – A Turminha está sempre com novidades. Estamos lançando a história do Pelourinho em inglês, pela Editora Martin Claret, que já publicou três livros da turma a nível nacional, está programando novos livros. Tem também uma série 26 episódios de desenhos animados de um minuto cada que a Liberato Produções está produzindo. Recebi recentemente o título de Cidadão Jacobinense e vamos ser homenageados na FLICA deste ano. Vamos também participar novamente da Bienal do Livro da Bahia com novos lançamentos.

Impressão Digital: produto laboratorial da oficina de jornalismo digital - Facom | UFBA (publicado em 09 de setembro de 2013)

5.11.13

Cobertura do Flica 2013




A equipe do 3teras com o editor do Quadro a Quadro fizeram uma breve cobertura do Flica - Festa Literária de Cachoeira, onde o mestre Antonio Cedraz foi homenageado.



7.10.13

Polêmica: Plágio ou "simplesmente acontece"?

Texto de autoria de Lord Lobo
 
Vejam a imagem acima... a primeira personagem é a PENITÊNCIA, criada pelo quadrinhista Marcos Franco em 1997. Já apareceu em diversos fanzines e revistas independentes. A segunda, é uma personagem nova da DC Comics. Quando ela estreou nas HQs do Batman, ela nem tinha uniforme algum... porém, algum tempo depois ela ganhou um, que foi "criado" pelo desenhista brasileiro Ed Benes

As perguntas que ficam: 

1) Teria o Ed visto a personagem brasileira e, ao criar o uniforme desta personagem ter sofrido influênca? 
2) Ou não, ele nunca viu, leu ou sequer ouviu falar na Penitência? 
3) Os leitores vão apoiar o autor brasileiros ou ainda ficarão contra ele, alegando que "coisas assim acontece", "foi coincidência, pois ambos personagens possuem características comuns de freiras"? 
4) Mas... se a personagem brasileira tivesse sido criada depois da gringa, não estariam acusando o seu autor de ter PLAGIADO a personagem da DC (já vi isso acontecer por conta de semelhanças beeeem menores...)? 

De acordo com o Marcos Franco, em conversa no Facebook, houve uma tentativa
de contato com Ed Benes

 "O pior é que o ilustrador dessa imagem da Penitência faz parte do Studio Ed Benes. O que eu quero dizer é que o Márcio Abreu (autor da imagem) provavelmente deva ter colocado a ilustração no portfólio que apresentou ao ED Benes, durante o período de testes para entrar no estúdio. É no mínimo estranho, não? Bom, mas só mesmo Ed Benes para nos esclarecer isso. A propósito, Benes me deletou do Face após o inicio dessa polêmica...Agora a coisa ficou mais estranha ainda..." 

Mais um detalhe: A Penitentência da imagem acima foi desenhada por Márcio Abreu, que agora trabalha para o Ed Benes... ou seja: o Ed deve ter vista a arte no portfólio do desenhista.
 
No Facebook, no grupo da Mundo dos Super-Heróis, um membro deu a seguinte sugestão:
"... ficar discutindo no Facebook não vai ter muita repercussão. Levem a polêmica a algum site influente no mercado e com capacidade de atingir a DC, como Comicbookresources.com ou Bleedingcool.com..."

E qual a opinião de vocês?

27.5.13

VELTA EM AVENTURA HOMENAGEANDO O JUDOKA!

Emir Ribeiro lançando mais uma edição especialíssima comemorando os 40 anos de criação de sua mais notável personagem, a loiraça Velta, desta feita prestando homenagem ao Judoka, o antológico personagem das artes marciais em Quadrinhos publicado pela Ebal de Adolfo Aizen, na virada das décadas de 60 e 70 do século passado. Mais uma caprichada edição no formato 21 cm x 15 cm, lombada de livro, 64 páginas e tons de cinza, capa couchê plastificada colorida com arte deslumbrante de Adauto Silva, apresentando a HQ ilustrada por Emir Ribeiro, ‘A Quadrilha do Kung Fu’ – e aí outra boa novidade desta edição, o roteiro escrito pelo historiador dos comics Antônio Luiz Ribeiro, estreando nessa nova função – e estreando como se fosse um veterano, acertando em cheio naquilo que ele mesmo se propôs, ‘respeitar a mitologia do herói o máximo possível e, ao mesmo tempo, encaixá-lo no universo de Velta de modo verossímel. 

 E, claro, nos divertir contando uma boa aventura de super-heróis’. Podemos dizer sem receio que Antônio obteve pleno êxito em seus intentos, a HQ é mesmo muito divertida, com ação, aventura e bom humor, passada no início da década de 70, com inúmeras referências do período, incluindo as gírias mais populares de antanho – os leitores mais experientes, é claro, hão de se divertir muito mais. 

Tudo isso com arte cada vez melhor de Emir Ribeiro, o nosso grande artista paraibano atingindo o ápice de sua carreira – sorte nossa, do editor e dos leitores da Júpiter II, poder contar com o Emir entre os nossos colaboradores. 
 
E esta edição especialíssima ainda apresenta outras deliciosas atrações – além da Velta em roupas sumárias e situações sensuais, é claro: uma cronologia completa da carreira da super-heroína, e ainda um prefácio (por Antônio Luiz Ribeiro) e um posfácio (do próprio Emir) narrados de forma muito pessoal e afetiva, contando a relação de cada um com o Judoka, com os Quadrinhos, com a Ebal. 

Mais uma imperdível pra vocês, moçada. E não se esqueçam, esta é uma produção independente do Emir Ribeiro, por isso os pedidos devem ser endereçados diretamente para ele: emir_ribeirojp@yahoo.com.br – emir.ribeiro@gmail.co – ou direto na página do Emir em www.emirribeiro.com.br (JS)

3.5.13

Glauco ganha exposição na Caixa Cultural São Paulo

A Caixa Cultural São Paulo (Praça da Sé, 111, São Paulo/SP) inaugura, no próximo sábado, 4 de maio, às 16h, a exposição inédita Abobrinhas da Brasilônia, do cartunista Glauco Vilas Boas (1957-2010).
A ideia da exposição, além da homenagem ao talento desse cartunista, é fazer uma viagem pelos últimos 30 anos de história política no Brasil, na qual se sobrepuseram movimentos políticos e governantes que ofereceram farto material e argumentos ao olhar sensível e aguçado de Glauco.
Com desenhos originais, obtidos do acervo particular da família, o público poderá conhecer parte da produção que encantou leitores de jornais durante quase 30 anos.
A expografia foi elaborada pensando em atingir um público diverso, dentre adultos, jovens e crianças, com desenhos originais, fotografias, cartuns, charges, animação e linha do tempo do artista. A exposição está organizada em três momentos: apresentação, charge política e homenagens ao autor.
No dia da abertura, às 19h, acontecerá uma conversa com Angeli e Laerte, companheiros de Glauco. A ideia é que eles mostrem a visão de quem conviveu, pessoal e profissionalmente, com o cartunista, falando um pouco do seu processo criativo, sua sensibilidade, o impacto de seu trabalho, tanto nos momentos políticos do País quanto a sua influência para toda uma geração.

8.3.13

Exposição de comemoração do dia nacional do Quadrinho na Ufba (2013)


Matéria do jornal 360º da Facom/Ufba. 

Exposição de comemoração do dia Nacional do Quadrinho na Biblioteca Central da Ufba. 

Matéria de Victor Pinto com imagens de Yasmin do Vale.


6.2.13

Sidney Falcão no 19th EURO-KARTOENALE - KRUISHOUTEM 2013

Sidney Falcão teve uma charge selecionada para a 19th EURO-KARTOENALE - KRUISHOUTEM 2013 cujo tema deste ano é "Bicicleta".


O salão internacional de humor acontecerá na cidade de Kruishoutem, na Bélgica, entre os dias 24 de março e 23 de junho deste ano. 

Mais de 717 participantes de 79 países diferentes enviaram 2.483 trabalhos para esse salão.

Os premiados foram:

- Mohsen Asadi (Irã)
- Constantin Pavel (Romênia)
- Nikola Ioa Hendrickx (Bélgica)
- Sunnerberg Constantin (Bélgica)
- Thomson Ross (Grã-Bretanha)

Confira no link a lista dos selecionados, dividido por países http://www.ecc-kruishoutem.be/participants_ENG_2013.html

31.1.13

Dia do Quadrinho Nacional 2013



Um evento realizado no dia 30 de janeiro de 2013, das 19 às 21h na Biblioteca Central da UFBA, em Ondina, no Dia 30 de janeiro, em comemoração ao Dia do Quadrinho Nacional, reuniu quadrinistas e aficcionados pelo gênero. O dia 30 de janeiro é o Dia do Quadrinho Nacional, pois foi o dia do início da publicação da primeira série em quadrinho brasileira “As Aventuras de Nhô Quim & Zé caipora ou Impressões de Uma Viagem à Corte” em 1869.  


Marcos Franco e Hélcio Rogério apresentando sua obra "Sant'anna da Feira, Terra de Lucas"



O mestre do quadrinho nacional, Antonio Cedraz, Beto Potyguara, de Natal/RN, Marcos Franco, V.B. Felipe e Hélcio Rogério.


Antonio Cedraz, Beto Potyguara, Marcos Franco, Hélcio Rogério, V.B. Felipe, Val Oliveira e Joe Santos.


Beto Potyguara







Marcelo Lima sendo entrevistado sobre seus livros, "O Quarto ao Lado" e "Rabiscos" .

Marko Ajdaric em entrevista à Tv UFba




   Beto Potyguara e Antonio Cedraz

V.B. Felipe e Marcelo Lima


 Antonio Cedraz e Val Oliveira


                 Larissa e Ilan, da RV Quadrinhos.






    Marcos Franco, Valtério e Marko Ajdaric